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TENDÊNCIA: COWORKING NO MERCADO IMOBILIÁRIO.

  • Foto do escritor: pontourbano
    pontourbano
  • 30 de set. de 2022
  • 3 min de leitura

Atualizado: 20 de set. de 2024


COWORKING NO MERCADO IMOBILIƁRIO
COWORKING NO MERCADO IMOBILIƁRIO

O mercado imobiliÔrio estÔ se renovando com novos conceitos e estratégias trazidas do consumo colaborativo e da economia compartilhada, usando idéias que jÔ são comuns aos espaços de coworking e que agora passam a ser aplicadas em condomínios residenciais e lançamentos imobiliÔrios.


Segundo estudo elaborado pela escola de negócios IE Business School em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério da Economia e Competitividade espanhol, o Brasil é líder latino-americano em economia colaborativa com 32% das iniciativas, à frente da Argentina e México, com 13% em ambos casos, e Peru, com 11% (leia mais nessa reportagem: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-e-lider-latino-americano-em-economia-colaborativa).

Hoje essa tendência jÔ se reflete em mercados mais amplos, chegando até mesmo àqueles mais tradicionais, como é o caso da construção civil presente nos novos lançamentos imobiliÔrios.

Novas unidades residenciais compactas estão sendo lançadas em condomínios com espaços de uso comum cada vez mais inovadores e serviços de baixo custo operacional e um bom apelo de vendas no mercado imobiliÔrio. Condomínios desse tipo contam com bicicletas compartilhadas, lavanderias, carros de uso comum, pequenos espaços de coworking e até apartamentos compartilhados.

Imagine que sua sogra do interior estÔ vindo para passar um final de semana no seu apartamento: hoje existem condomínios com apartamentos compartilhados, que você pode locar por um final de semana para essas ocasiões. Também automóveis pertencentes e mantidos pelo próprio condomínio para serem locados para seus moradores pagando uma taxa por hora de uso

Abre-se assim uma grande oportunidade de trazer esses espaços de uso comum não apenas como diferencial de marketing cada empreendimento, mas como locais de compartilhamento de serviços que realmente são úteis e trazem benefícios econÓmicos aos seus moradores.

A CULTURA SHARING VIROU TENDƊNCIA E CHEGOU NO MERCADO DA CONSTRUƇƃO CIVIL.

A construtora Vitacon, por exemplo, estÔ construindo um edifício no Bom Retiro, que conta com apartamentos que chegam até 60 m2, sendo que o menor deles, de 14m2 não serÔ vendido a ninguém, ou seja, serÔ um apartamento compartilhado que poderÔ ser alugado por qualquer morador, por um período curto de tempo, para receber visitas. Além desse espaço compartilhado, a construtora oferece vÔrios outros serviços desde ferramentas ( quem nunca pediu uma furadeira emprestada pro vizinho?) , bicicletas, lavanderia e carro. Tudo isso pode ser administrado através de um aplicativo de celular que a própria empresa fornece para os novos moradores.

Esse modelo traz benefĆ­cios para quem compra e pra administração do condomĆ­nio. A vantagem desse tipo de empreendimento Ć© que Ć© possĆ­vel usufruir de fato desses espaƧos comuns de forma inteligente, ajudando atĆ© a equilibrar as contas do condomĆ­nio, sendo uma solução para muitos espaƧos de uso comum que acabam ficando abandonados. ( JĆ” parou pra pensar em quantas vezes por ano o EspaƧo ā€œGarage Bandā€ Ć© usado no seu condomĆ­nio?)

Outra forma de compartilhamento em uso no país é aquela voltada para moradia de segunda residência. Conhecida como venda fracionada, esse modelo é utilizado para casas de veraneio, e jÔ estÔ em operação no Brasil hÔ mais de 5 anos.

Pensada para aquelas famĆ­lias que sempre quiseram compra um segundo imóvel, mas nĆ£o dispƵe do valor para esse investimento. Ɖ possĆ­vel comprar uma cota desse, e compartilhar seu uso com outras famĆ­lias. Geralmente cada unidade residencial pode ser fracionada para 12 famĆ­lias, e cada uma tem direito a utilizar 4 semanas por ano. Ɖ o caso de dois empreendimentos na Bahia, próximo a Costa do SauĆ­pe e um no ParanĆ”.

ā€œ Desde serviƧos cotidianos atĆ© em situaƧƵes esporĆ”dicas, o consumo compartilhado pode ser estimulado de forma saudĆ”vel, e pode ser apresentado como uma forma criativa de driblar a crise econĆ“mica atual e perdurar como uma novo modelo de consumo inteligente e sustentĆ”vel. Apesar do Brasil ainda tem uma cultura bastante patrimonialista, quanto mais for estimulado a compartilhar, pode se tornar um excelente local para gerar oportunidades de negócios voltadas para a economia colaborativaā€, segundo Alexandre GalvĆ£o, diretor da Ponto Urbano Coworking.

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